(pesquisa e experimentos em processo)
“Eu sou a mosca que posou em sua sopa.
Eu sou a mosca que pintou pra lhe abusar...”
Raul Seixas
Neste processo de pesquisa, o ponto de partida é o artista. Este sujeito inicial, serve de base para diversos questionamentos acerca de sua existência,representação e função na sociedade em que é gerado; assim como levanta questões respeito desta mesma sociedade e suas relações, as quais surgem, também, a partir de sua intervenção somada à de outros sujeitos sociais, ao longo do tempo.

Foto: Tatit Brandão / 2010
Com o espetáculo, “A Mosca...”, o grupo almeja revelar, poéticamente, situações que invadem o cotidiano e, apesar de serem criadas por meio de processos históricos, acabam sendo naturalizadas aos olhos do senso comum. Seres humanos, que buscam espaço numa sociedade que os exclui, são transformados em personagens desta história fragmentada em cenas paralelas, porém alinhadas por um fio condutor...o questionamento por meio da manifestação artística.
Figuras sociais, opressoras e oprimidas, surgem através de um jogo cênico entre atores, máscaras, palhaços, público e poesia.... Pautado numa comicidade crítica que, através do riso, reflete a sociedade e questiona a desigualdade em que vivemos e, portanto, vislumbra a necessidade e possibilidades de transformação.

Foto: Jonatha Cruz / 2010
Cientes da complexidade do tema e da impossibilidade de fechar tal discussão, o grupo se dispõe a colocá-la em pauta, na roda e em cena, afim de refletir e compartilhar novas perspectivas acerca do assunto proposto. Este diálogo se amplia, quando o lugar escolhido para estabelecer a comunicação com o espectador é a rua, local aonde não existe quarta parede, público seletivo e tão pouco primeira fila; espaço que abriga a todos que queiram participar dele e trocar experiências num âmbito coletivo e igualitário.
“A Mosca...” é um espetáculo em construção, assim como a História, logo não se reduz à encenação dos atores, mas só se completa com a participação do público num constante diálogo, que pode se dar de várias formas.
SINOPSE
Numa incessante disputa entre a necessidade de sobrevivência e o sonho de ser artista, uma trupe de anônimos vagueia pelas ruas da cidade, as vezes recolhendo,outras interpretando papéis.
FICHA TÉCNICA
Criação e dramaturgia (em processo): Cia. do Outro Eu
Atores-criadores: Nilson Castor, Queila Rodrigues e Rhafael de Oliveira
Direção Diluída: Cia. do Outro Eu
Pesquisa e treinamento da Máscara Cênica: Deco Morais (Trupe Trapos dell'Arrua)
Figurinos: Glauce Medeiros
Adereços: Cia.do Outro Eu
Produção e Divulgação: Cia. do Outro Eu
Realização:Cia. do Outro Eu e 1º Edital para Ações Culturais "Prêmio Ensaiando um país melhor"
Apoio: Núcleo de Ação Cultural, Fórum de Cultura do CEU São Mateus e Rede Livre Leste.
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